Transforme-se a cada dia e verás tudo novo todo dia.

Ana

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pulsão de morte (Freud e M. Klein) e Eu.




Em 1920 , Freud em Além do princípio do prazer, nos deu uma nova concepção da pulsão da morte. Além disso, este escrito foi feito com a finalidade de manter uma redução de toda carga de tensão orgânica e psíquica ; uma volta ao estado inorgânico. Esta pulsão pode permanecer dentro do sujeito sob forma de angústias e uma tendência a autodestruição, ou para fora com formas destrutivas. A partir daí, Freud formulou o princípio da compulsão a repetição. Ou seja, pessoas que sofreram com morte de alguém, tem tendência a ficar repetindo o sofrimento como uma forma de destruição, de punição etc e pode progredir para uma neurose traumática , ou melancolia ou ser somente classificado como masoquismo. Buscar respostas para o ocorrido satisfaz a necessidade do ego de transferir uma culpa a algo ou alguém, a pessoa dificílmente será capaz de realizar a auto-observação e verificar que o impulso da vida e da morte habitam lado a lado dentro de nós.


Já Melaine Klein deu uma designação diferenciada. Pra Freud a expressão pulsão da morte designava uma origem fundamentada em uma necessidade biológica de retorno a condição inorgânica, para Klein,esta pulsão conceituava uma inata destrutividade como inveja primária. Nunca pensou que inveja e morte fossem andar juntas, né? A angústia da morte, acarreta um terrível aniquilamento . E a morte por sua vez, mobiliza os mais primitivos mecanismos defensivos do ego, produzindo culpa,angústias e a necessidade de realizar reparações.


Mas, através de ajuda ,será possível recomeçar uma nova história , com novos personagens e lembrando-se sempre que a vida e a morte andas juntas. As vezes precisamos escolher viver para sermos melhores,outras vezes morrer é o remédio . Morrer para a preguiça, para a inveja, para a falta de vontade... Passar pelo luto deveria nos levar a novos conceitos, a novas estratégias. As vezes a natureza se encarrega de nos enlutar para crescermos em algumas áreas necessárias.


Eu passei pelo luto , sobrevivi, sofri, quase morri; mas este mesmo luto, foi fonte da minha nova escalada a uma vida que eu nem sabia que tinha, mas que a natureza encarregou-se de me mostrar , mas para isso eu fui buscar ...um novo começo.


Talvez seu luto seja maior porque ele é só seu. Mas , o meu também foi enorme. A dor da morte pode te acompanhar por uma vida todinha, mas ela não pode te guiar, ela não tem poder de te parar , você é que dá este tal poder a ela.








Falando da identificação.


Você já parou para observar, que tem pessoas que gostamos logo de cara quando conhecemos ? Pois é, isso é a tal identificação. Termo muito comum na linguagem filosófica e na linguagem comum também; porém convém definir em Psicanálise. Sendo assim, identificação para a Psicanálise é o processo psicológico pelo quel o sujeito assimila um aspecto, uma propriedade, um atributo do outro e se transforma , total ou parcialmente, segundo o modelo desse outro.
É muito fácil, cansamos de ouvir que fulano agora que está de amizade com tal pessoa deseja ficar igual, faz até os mesmos gestos.
Em Freud encontramos duas acepções quanto a ação de identificar(reconhecer como idêntico) e o ato de se tornar idêntico(secundum quid). Foi com Freud que a identificação assumiu o valor central que faz dela, mais que um mecanismo psicológico entre tantos outros, mas a operação pela qual o sujeito humano se constitui. Essa evolução da identificação tem relação direta com o complexo de Édipo . O fato de imitar , contágio mental já eram conhecidos bem antes de Freud, porém, Freud vai além e explica a existência de um elemento inconsciente comum as pessoas . E é esse elemento comum que permanece no inconsciente, a fantasia.
Após Freud, começa-se a se falar na identificação em Totem e o Tabu, Luto e Melancolia. A exposição mais completa de Freud sobre e identificação, encontra-se em : Psicologia de grupo e análise do ego-cápítulo VII, 1921.
O termo identificação deve ser diferenciado de termos próximos , como incorporação, introjeção e interiorização. A incorporação e introjeção são protótipos da identificação, ou de algumas modalidades em que o processo mental é vivido e simbolizado como uma operação corporal(ingerir, guardar dentro de si, etc).
Já na identificação e interiorização a distinção é mais complexa, porque entra , como o sujeito se assimila. Para facilitar, a identificação é marcada por seus protótipos primitivos; a incorporação incide em coisas. Sendo assim, o ideal do ego, é constituído por identificações com ideais culturais nem sempre harmonizados entre si.
Precisamos estar atentos , para os sinais de identificação dados por quem está sendo analisado.

Fique alerta!!

Beijos,

Ana- Psicanalista